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Cepa andina de hantavírus é identificada em cruzeiro próximo a Cabo Verde

Cepa andina de hantavírus é identificada em cruzeiro próximo a Cabo Verde

Uma cepa de hantavírus, variante andina, a única conhecida capaz de ser transmitida entre humanos foi identificada em um passageiro retirado de um navio de cruzeiro de luxo MV Hondius, próximo a Cabo Verde. A infecção foi ratificada em passageiros da embarcação, com casos graves tratados na África do Sul. Nesta quarta-feira (6), a informação foi confirmada pelo Ministério da Saúde daquele país.

O cruzeiro seguia do sul da Argentina para o arquipélago de Cabo Verde, na costa oeste do continente africano. A expedição partiu de Ushuaia, na Argentina, em 1º de abril, e tinha como destino às Ilhas Canárias. Desde domingo (3), o navio estava ancorado nas proximidades do porto cabo-verdiana, na costa oeste da África. Cabo Verde informou que três pessoas infectadas serão evacuadas para a capital, Praia.

Depois de um anúncio feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS), na terça-feira (5) de que o navio seguiria para um porto espanhol, o governo regional das Ilhas Canárias anunciou nesta quarta-feira que se opõe ao atracamento do navio no arquipélago. Três pessoas que viajaram a bordo do navio, um casal holandês e uma mulher alemã morreram, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A Suíça confirmou o caso de um paciente que segue com tratamento em Zurique. O Ministério da Saúde do país ressaltou que a transmissão só ocorre em situações de contato próximo. As autoridades avaliaram que o risco para a população é baixo e consideraram improvável o surgimento de novos casos.

Oitenta e oito passageiros e 59 tripulantes, de 23 nacionalidades estão no navio que se tornou um foco de hantavírus. Dois passageiros foram transferidos para Joanesburgo: um morreu e o outro permanece hospitalizado. As autoridades investigam se o paciente que foi a óbito teve contato com outras pessoas enquanto estava doente.

De acordo com o Ministério da Saúde do Brasil, a Hantavirose é uma zoonose viral aguda, cuja infecção em humanos, no Brasil, se apresentam na forma da Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus. Na América do Sul, foi observado importante comprometimento cardíaco, passando a ser denominada de Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH). Os hantavírus possuem como reservatórios naturais alguns roedores silvestres, que podem eliminar o vírus pela urina, saliva e fezes, que formam aerossóis que são inalados por humanos.

O Ministério da Saúde da Suíça ressaltou que a transmissão só ocorre em situações de contato próximo e as autoridades avaliaram que o risco para a população do país é baixo e consideraram improvável o surgimento de novos casos no país.

 

Redação CPAD News / Com informações Ministério da Saúde e G1